domingo, 24 de junho de 2012

Driver 2 - Análise

Esta é a análise de Driver 2, lançado pela Infogrames em 2000 para o Playstation.

File:Driver 2 Coverart.jpg

Introdução

Driver se tornou rapidamente um dos maiores clássicos e ícones cult do Playstation, por sua proposta diferenciada e estilo único. Quando a Reflections Interactive anunciou a intenção de lançar a segunda versão do jogo, criou-se muita expectativa acerca da obra. Driver 2 rapidamente se tornou um dos jogos mais esperados do Playstation, em uma época no qual o Playstation 2 já estava arrasando e chamando toda a atenção para si. Quando o jogo foi finalmente lançado, o hype acabou, e deu lugar a uma recepção mista. Trazendo muitas diferenças em relação ao original, o jogo dividiu opiniões: alguns adoraram as alterações, enquanto outros gamers simplesmente nem consideram esse jogo pertencente à franquia Driver. O jogo oscila entre a surpresa do ano e a decepção do ano, mas em uma coisa ele foi unânime: não passou desapercebido. Confiram nossa análise sobre Driver 2.

DRIVER 2


Informações técnicas

Publicado por: Infogrames
Desenvolvido por: Reflections Interactive
Gênero: Driving Action
Diretor: Martin Edmondson
Plataforma: Playstation
Data de lançamento: 13 de novembro de 2000
Faixa etária: Teen

Trilha-sonora da análise

Enquanto lê a nossa análise, que tal escutar o áudio que separamos mais abaixo?


Música Back on the Streets, tema de abertura do jogo, composta por Allister Brimble.

Sobre a história (contém spoilers)

A história de Driver 2 é uma história bem dramática e cinematográfica, fazendo uma referência muito bem situada dos filmes de perseguição de carros da década de 70, assim como o jogo anterior. A diferença é que, nesse jogo, as cenas estão muito mais bem feitas e a história é mais rica, com mais detalhes e muito melhor contada, deixando nada a dever a grandes filmes do gênero. Com personagens carismáticos e memoráveis, o jogo possui uma história que vale a pena ser contada. A história é uma sequência dos acontecimentos do primeiro jogo, como não poderia deixar de ser, mas não há muitas referências, de modo que um jogo pode entender a trama sem ter jogado o primeiro jogo. Mas há personagens recorrentes.

A trama do jogo já começa em alto estilo. Dois homens estavam conversando em um bar, trocando conversa fiada. De repente, entram no bar dois homens fortemente armados que mata um dos homens a sangue frio. O outro consegue fugir pelos fundos do bar, por pouco, contando com a sorte e com a aparição da polícia em tempo recorde. Aí entra em cena os protagonistas.



Mais uma vez entra em cena o famoso policial John Tanner. Às do volante e perito em infiltrações em gangues inimigas, eis que ele está de volta para mais missões arriscadas e mais corridas alucinantes. Detalhe para o fato de que, pela primeira vez, podemos ver o rosto do Tanner de forma convincente (no jogo anterior a qualidade de modelagem dos personagens era tão ruim, mas tão ruim, que mal se podia perceber direito se Tanner era um ser humano ou um fantoche quadradão, mesmo nas animações.


Na sala de autópsias da delegacia, John Tanner e seu parceiro de todas as horas, Tobias Jones, discutem sobre o corpo do homem baleado. Vejam Tobias Jones:


Parceiro de trabalho do detetive Tanner, Jones está sempre com ele, nas horas boas e nas ruins. Especialista em desvendar a movimentação do narcotráfico e do terrorismo, ele é muito útil na inteligência e na quebra de esquemas mais intrincados. Também sabe interrogar suspeitos como ninguém.

Eles sabem que o cadáver é de um brasileiro (tinha que ser), tatuado, e que está envolvido até a cabeça em atividades ilícitas. O delegado ainda informa ambos que ele estava em companhia de um homem conhecido como Pink Lenny. É esse cara aqui:


Pink Lenny não passa de um fraudador muito conhecido na região de Chicago. O cara trabalha para diversas corporações criminosas e diversas máfias, sempre ao lado de homens perigosos e correndo risco de vida. Influente, ele é responsável pela lavagem de dinheiro de organizações inteiras, se tornando a peça chave em esquemas de corrupção de policiais e afins.

Para descobrir melhor sobre o ocorrido, Tanner e Tobias localizam um homem suspeito de testemunhar o ocorrido no bar. Eles perseguem o suspeito, que percebe a aproximação e tenta fugir de trem, mas é recepcionado na chegada na estação seguinte. Após ser amavelmente interrogado, a testemunha revela que os homens não foram até lá matar o brasileiro, e sim o próprio Pink Lenny. Ele revela ainda que Pink Lenny está atualmente trabalhando para Solomon Caine.


Solomon Caine é o líder do tráfico de drogas na região de Chicago. Violento e inescrupuloso como qualquer traficante que se preze, ele não tolera traições por parte de membros de seu sindicato. Controla Chicago de ponta a ponta e não permite que concorrência nenhuma se estabeleça em sua área.

Só tem uma contradição nessa história. Solomon Caine não trabalha com brasileiros. Até mais porque tem um importante narcotraficante brasileiro chamado Alvaro Vazquez (sim, o nome é espanhol mas o indivíduo é brasileiro, carioca para ser preciso).


Alvaro Vazquez possui um forte comando no narcotráfico do Rio de Janeiro. Apesar de ser muito influente em uma região do qual o tráfico de drogas rende tanto, como é o Brasil, sua ambição o leva a querer almejar novas áreas. Ousado, Vazquez ruma para Chicago, onde pretende fundar uma organização de tráfico que bata de frente com a de Caine. É claro que ele não gosta nada disso.

E a questão é: se por acaso Lenny estava conversando com um brasileiro, isso indica que talvez ele possa estar concomitando com a gangue de Vazquez. Isso seria péssimo para Caine, uma vez que Lenny conhece todos os planos e arquétipos de Caine por ser seu contador. Tanner e Jones conseguem seguir um membro da gangue de Vazquez até um galpão onde Vazquez guarda documentos ilegais e outras coisas que vieram da base deles em Havana, Cuba. Eles conseguem fugir do local, e, quando chega em casa, Tanner é surpreendido por um bandido. O bandido foge e Tanner lhe persegue de carro, só para cair em uma armadilha muito bem montada por Caine.

Caine não sabe que Tanner é detetive da polícia de Nova Iorque, e por sua vez acredita que Tanner trabalha para Vazquez ou para outra organização qualquer que seja seu rival. Ele acha que o fato de Tanner estar perseguindo seus homens e investigando suas coisas é um indício de que ele está do lado de Vazquez. Eis que ele apresenta seu braço direito e principal matador, Jericho.


Jericho, por ser o braço direito de Caine, é responsável por suas missões mais arriscadas. Ele foi contratado especialmente para buscar e assassinar o traidor Lenny, mas também serve na proteção pessoal de Caine, seguindo-o por todo lado.

Jericho é encarregado no assassinato de Tanner, mas, como demonstração clássica de sua incompetência, o deixa fugir de seus domínios. Mas Caine não deixa barato, e coloca um preço na cabeça de Tanner e de Jones, fazendo com que ambos sejam perseguidos pelos principais mercenários da cidade. Tanner e Jones conseguem fugir da cidade, e vão para Havana, em Cuba, aonde as pistas do tráfico levam.

Em Havana, Tanner e Jones logo descobrem que o local está sendo usado como depósito de armas e pessoal por Vazquez, que está preparando uma operação para invadir Chicago com todas as suas forças e tomar o poder de Caine. Eles encontram Lenny em uma base de Vazquez, comprovando que ele está trabalhando para os brasileiros contra seu antigo chefe. Eles conseguem arruinar o carregamento de armas de Vazquez apreendendo alguns caminhões carregados, e ainda descobrem que Lenny está fugindo da cidade em um navio chamado Rosanna Soto. Tanner tenta, mas chega tarde demais ao navio, que consegue escapar levando Lenny embora.

Jericho é enviado por Caine até Havana, com a intenção de assassinar Lenny, mas, como ele foi embora, ele fica com a missão de assassinar todos os homens de Lenny. Jericho vai até um hotel em que os homens de Lenny descansam, e, no meio da noite, mata a todos usando suas duas espingardas de disparo rápido. Tanner assiste a tudo sem interrompê-lo, e, depois que Jericho sai do hotel, ele o persegue. Após parar o carro de Jericho, Tanner o captura.
Usando Jericho como moeda de troca, Tanner se encontra pessoalmente com Caine. Eles armam uma trégua: Tanner entrega Jericho, como prova de sua fidelidade, e então passa a trabalhar para Caine. A ideia é que Caine lhe forneça pistas de onde está Lenny, e que os dois juntos possam acabar com os planos de Vazquez de dominar o tráfico nos Estados Unidos. Mas nem tudo é tão simples assim. Primeiro, Tanner tem de conquistar a lealdade de seu novo chefe. Para isso, ele viaja até Las Vegas, onde tem de realizar diversos trabalhos escusos, como levar carros-bomba até os cassinos de Vazquez e realizar pequenos assaltos a hotéis e bancos.

Até um momento em que Jericho é cercado pela polícia após um assalto a banco mal sucedido. Tanner é responsável por ir até resgatá-lo e levá-lo a um local seguro, mas ele se encontra em mau estado. Tanner então tem de roubar uma ambulância e levá-la até o local seguro em que Jericho se encontra.

Após desmontar boa parte do esquema de Vazquez em Las Vegas, eles interrogam um dos membros de sua gangue para tentar descobrir onde está Pink Lenny, e, consequentemente, Vazquez. Após um interrogatório, Caine descobre que Lenny se encontra escondido no Rio de Janeiro. E é para lá que vão Caine, Jericho, Tanner, Jones e toda a sua gangue.

Em pleno Rio de Janeiro, eles reiniciam seus planos de desestruturarem o apoio e as forças de Vazquez no local. Além de destruírem alguns pontos estratégicos e perseguirem suspeitos para conseguir informações, eles usam uma viatura roubada para interceptar um malote de dinheiro que seria entregue a Vazquez como propina. Isso chama muito a atenção dos homens que Vazquez, que acabam descobrindo a participação de Jones na história. Eles prendem Jones, mas Tanner consegue resgatá-lo antes que eles possam interrogá-lo. Nesse ponto, Vazquez sabe que Jones e Tanner estão fazendo jogo duplo contra ele e Caine, e isso é perigoso demais para ambos. Tanner tenta convencer Jones a fugir, ir embora, pois seu rosto já é conhecido e ele está marcado. É apenas uma questão de tempo antes que tudo vá por água abaixo. Jones insiste em ficar, dizendo que foi ele que descobriu todo o esquema, e que ele só vai sair de cena quando Vazquez for detido e Lenny estiver preso. Tanner dá a Jones 48 horas de prazo, antes de ele abortar a parte dele na missão investigativa e mandar o FBI trazer outra pessoa para substituí-lo. Jones o lembra que eles não têm muito tempo: Vazquez tem que ser detido logo, antes que ele fuja novamente para outro lugar.

Jones descobre que há um helicóptero vindo buscar Lenny em Copacabana e levá-lo para outra cidade. Eles precisam detê-lo antes que seja tarde, mas, primeiro, Vazquez descobre a localização de Jones. Tanner corre para socorrê-lo, mas chega tarde demais. Seu esconderijo foi revirado e Jones está muito ferido, porém vivo. Um atirador tenta matar Tanner na emboscada, mas falha e foge. Jones diz para Tanner seguir o atirador, e Tanner o persegue até parar seu carro. Após prender o atirador, hora de deter Lenny de uma vez por todas. Tanner avisa Caine, que por sua vez diz que ele deve levar Jericho com ele. Tanner pega Jericho e os dois juntos vão até o Forte de Copacabana (ponto turístico real da cidade), onde Lenny aguarda o helicóptero. Eles chegam bem a tempo de vê-lo partir, mas tanto Tanner quanto Jericho abrem fogo contra o helicóptero, até que eles conseguem abatê-lo. Nesse momento, Tanner revela a Jericho que ele não está mais no jogo. Ele rende Jericho, que tem de soltar suas armas, e então Tanner começa sozinho uma busca implacável atrás do helicóptero que está caindo. A perseguição segue intensa pela Lagoa Rodrigo de Freitas, até que, finalmente, o helicóptero cai.

Pink Lenny está muito ferido, mas vivo. Tanner dá uma coça nele, e então o prende. Ele o leva até o diretor de polícia da FBI, que se encarregará que ele habite uma cela por muitos e muitos anos. O diretor ainda pergunta a Tanner sobre Caine ou Vazquez, e ele diz que continuam na mesma. O diretor pergunta a ele o que tudo isso tinha a ver com Lenny, já que todos queriam simplesmente acabar com ele. Tanner diz que ele levou muito tempo para descobrir, mas não diz o que foi que ele descobriu, deixando todos os jogadores sem entender nada e ansiosos pela resposta e por um jogo seguinte que pudesse explicar tudo isso de forma um pouco melhor. Ele então vai embora do aeroporto.

Em uma cena que vem a seguir, podemos ver Caine e Vazquez fazendo as pazes e tramando uma trégua. Tanner volta para seu velho carro e segue pelas ruas, mas logo começa a ser seguido por um carro com aspecto suspeito, uma demonstração de que suas aventuras ainda estão longe de terminar, e que Tanner ainda terá muitos malfeitores para prender antes de conseguir se aposentar definitivamente.

E aqui termina essa impressionantemente cinematográfica história que, como eu afirmei anteriormente, não deixa nada a dever para os bons filmes do gênero. Espero que tenham gostado.

Sobre o jogo

Em Driver 2, estamos de volta àquelas velhas e alucinadas corridas sobre quatro rodas. Desta vez, as missões do detetive Tanner estão mais arriscadas e mirabolantes do que nunca.
Além de levar perigosos bandidos até os seus locais de crime e então de volta ao seu esconderijo (trabalhinho simples de todo motorista de gangue iniciante), desta vez teremos de efetuar resgates em alta velocidade, apreender caminhões portando armas, perseguir fugitivos, levar carros-bomba até seus alvos, destruir carros adversários em busca de pistas, e até mesmo uma outra missão impensável (tem uma em que temos de retirar um carro da frente da passagem de um trem antes que ele destrua o carro). A variedade de missões está ainda mais incrementada do que no primeiro game.
As cidades nos quais o jogo se passa estão maiores e mais interessantes. Enquanto, no primeiro jogo, tínhamos a oportunidade de correr por Miami, São Francisco, Los Angeles e Nova Iorque, agora teremos de cumprir nossas missões em Chicago, Havana, Las Vegas e no Rio de Janeiro. Isso mesmo, Rio de Janeiro, Brasil! Driver 2 retrata muito bem cada uma das cidades, de forma que todas possuem seus mapas enormes e detalhados, com ruas características, lojas, pontos turísticos, enfim, está tudo lá. Em Chicago, poderá conhecer o Pier da Marinha, ou o campo de beisebol de Wrigley. Em Havana, Cuba, poderá conhecer a Praça da Revolução ou o Capitólio. No Rio de Janeiro, poderá encontrar vários pontos turísticos, como o Cristo Redentor, o Pão de Açúcar, os Arcos da Lapa, o Copacabana Palace, o Museu Nacional, a Catedral Metropolita, o Maracanã, o Instituto Benjamin Constant, o Forte de Copacabana, o Prédio da Petrobrás, a Igreja Nossa Senhora da Candelária, o Museu de Arte Moderna, o Monumento aos Pracinhas, o Calçadão, o Jockey Club, o Obelisco, o Prédio do BNDES, o Teatro Municipal, a Central do Brasil, o Centro Cultural da Light, o Teatro Duque de Caxias... Ufa. Sim, todos esses pontos turísticos estão presentes de forma detalhada e destacada no jogo, uma prova de que eles realmente remontaram o Rio de Janeiro em todos os seus detalhes. Um show de realismo e adaptação, sem dúvida uma das melhores representações da cidade carioca em jogos de videogame de todas as épocas.
As cidades estão mais realistas não só nos detalhes, mas no comportamento dos veículos. Há mais veículos nas ruas, e sempre trafegando nas ruas e avenidas de maiores circulações. Circular pela cidade ficou mais simples, pelo maior número de grandes avenidas de grande fluxo, mas atravessar os grandes centros em meio a engarrafamentos de hora de pico continuar igual na vida real.
Os carros continuam realistas. Há diversos modelos disponíveis no jogo (que variam de acordo com a cidade, indo desde os caminhões de carga do porto de Havana, passando pelos ônibus cariocas e indo até as limusines luxuosas de Las Vegas). Todos podem ser usados a seu bel prazer, e apresentam características únicas. A velocidade, a direção e as cores são muito fiéis aos carros reais, assim como alguns elementos extras, como o fato de um caminhão carregado de peso ter dificuldade para subir uma ladeira, por exemplo. Há ainda alguns detalhes legais, como o fato de as viaturas e ambulâncias possuírem sirenes ao invés de buzinas. Além disso, os carros quebram conforme as batidas, e os danos do carro são visíveis, na forma de pneus sem calota, pára-choques soltando, vidros estilhaçados, capôs abertos e muita fumaça saindo do motor. Assim como no jogo anterior, dá para se saber o estado de um carro apenas pela sua aparência externa, e isso é muito divertido. De qualquer forma, tem uma barra de Damage que informa direitinho quanto de dano seu carro ainda pode levar antes de ele parar de funcionar de vez.
A polícia também continua quase igual. Há uma barra de Felony sobre você, que indica o quanto a polícia está na sua cola. Até é possível passar desapercebido pela polícia, seguindo as leis de trânsito, andando a baixa velocidade, sem subir em calçadas e furar sinais vermelhos quando eles estiverem por perto. Mas, como muitas vezes temos pouco tempo para cumprir as missões, isso fica fora de cogitação, então temos de correr muito, e, se a polícia aparecer, teremos de nos livrar dela. As viaturas perseguirão você de forma alucinada. A tática é simplesmente dirigir de forma perigosa, ziguezagueando entre os carros, entrando em becos e correndo a mil em plena estrada na contra mão. Tudo o que for possível para fazer nossos perseguidores baterem é o que se deve ser feito. Vale dizer que eles batem com relativa facilidade, mas, conforme prossegue no jogo, eles vão ficando mais difíceis de se enganar, e até mesmo algumas manobras mais bruscas (como giros em 180º ou 360º) não irão deixá-los para trás. Também é possível, no menu de opções, mudar a dificuldade da polícia, caso ache que eles estão muito fáceis ou muito difíceis.
Desta vez, além de viaturas como inimigos, diversas vezes teremos carros comuns como oponentes. Há missões em que carros de gangues inimigas lotam as cidades, apenas aguardando para nos deter. A princípio, eles nos perseguem como se fossem viaturas, e o método de despistá-los pode ser o mesmo, com a diferença de que eles passam desapercebidos no meio dos outros carros e é mais difícil de evitá-los, pois eles se encontram por todos os lados. Às vezes, até dirigem melhor.
Para nos guiar pelas missões, há um pequeno radar no canto inferior direito, do qual podemos usar para nos guiar pela cidade, antevendo curvas e traçando rotas. Caso precise ver o mapa completo e traçar uma rota mais segura, há a opção Show Map, que mostra o mapa da cidade inteira. Vale a pena seguir-se pelo mapa e pelo radar, pois economiza muito tempo. Além disso, o radar nos mostra a localização de viaturas e carros inimigos, de modo que poderemos antever as emboscadas e tentar despistá-los o mais rápido possível.
Agora o jogo segue um caminho único, sendo uma missão atrás da outra, sem interrupções. Não há mais como escolher quais missões queremos cumprir, ou coisas assim, uma vez que a história segue de forma completamente linear. Isso permite maior detalhamento da história (a qual é contada com cenas impressionantemente bem feitas, que nada lembram aquelas animações ridículas do primeiro jogo), que contém agora personagens mais fieis e situações mais críveis. Afinal, o jogo ainda retrata os velhos filmes de perseguição de carros dos anos 70, e, pela primeira vez, conta uma história que não deixa nada a dever para aqueles excelentes filmes da época.
Há uma mudança simples no jogo que muda drasticamente a sua forma de jogar: a possibilidade de se sair do carro. Sim, agora é possível sair do carro e seguir a pé para fazer algumas coisas adicionais. Podemos usar esses trechos a pé para complementar as missões, entrando em locais, acionando mecanismos ou plantando explosivos, mas o mais fundamental é poder trocar de carro. Não temos que seguir todas as missões com o mesmo carro. Às vezes, no início da missão, até poderemos escolher qual carro queremos utilizar entre vários disponíveis, contando com os que acharmos mais rápidos, que viram melhor ou mais resistentes. Mas, se quiser parar o seu carro no meio da rua e roubar um que esteja estacionado, ou mesmo roubar qualquer um no meio do trânsito, fique à vontade. Pegue o carro que quiser: todos eles estarão disponíveis. Isso tomará um pouco do seu tempo, mas será essencial para aquelas missões mais longas ou que envolvam combates diretos entre carros. Se o seu carro ficar muito danificado depois de uma batida, saia do carro e troque por outro. Ou, caso esse carro já esteja sendo muito visado pela polícia, saia e vá para um carro desconhecido da polícia, para poder passar desapercebido mais rapidamente. Há vários truques e táticas que podemos utilizar com essa possibilidade de trocar de carros, o que deixa o jogo ainda mais realista e divertido.
A opção de Film Director também continua nesse novo jogo. Após cada uma das missões, é possível rever o desempenho percorrido. Não é só um replay básico: é possível bancar o diretor e mudar ângulos de câmera, aproximar o foco, mandar avançar e recuar a cena, deixar mais rápido ou mais lento, enfim, realmente organizar o vídeo de modo que fique o mais bacana ou o mais impactante que preferir. Após dirigir e adaptar o vídeo ao seu gosto, poderá armazená-lo em seu Memory Card, de modo a poder assistir quando bem quiser. Há um modo de jogo ainda, chamado Replays, em que pode organizar os seus vídeos e apresentá-los na ordem e na forma que melhor preferir. Muito interessante.
Após fechar o jogo pela primeira vez, não haverá mais o que fazer em relação às missões convencionais. Como o jogo é linear, não há como mudar o andar da história, como no jogo anterior, de modo que não há múltiplos finais: apenas um único final. Isso faz com que o jogador não tenha mais motivos para voltar a jogar as missões do jogo. Não há novos finais ou extras. Mas acredite: isso não será um problema, pois Driver 2 veio repleto de modos de jogo alternativos e novidades especiais.
A começar pelo modo Take a Ride, no qual permite ao jogador dirigir livremente por todas as cidades que já fora desabilitadas. Pode-se simplesmente andar por aí, roubar carros e sair de carro por aí, admirando as paisagens, aprendendo as ruas e dominando os atalhos e caminhos escondidos espalhados pela fase. Poderá escolher o carro inicial e se prefere o dia ou a noite. Até dá para desafiar a polícia por pegas alucinantes. De quebra, as fases ainda possuem carros secretos e locais escondidos com extras bem legais de se ver, inclusive imagens secretas dos produtores, entre outros segredos. Vale a pena perder algum tempo zanzando pelas cidades e vendo o quanto eles se preocuparam em reproduzir fielmente os pontos turísticos, centros, ruas e avenidas principais, e afins.
Cansado de zanzar pelas cidades? Aí tem o modo Driving Games. Nesse modo, poderá jogar diversos mini-games divertidos, baseados nos melhores momentos do jogo convencional. No modo Quick Chase, terá um tempo limite para perseguir e deter um carro que irá fugir de você. No modo Quick Getaway, terá de fugir da polícia que já começa na sua cola, e o seu tempo será cronometrado. O modo Gate Racing é um dos meus mais preferidos: você deve percorrer um caminho marcado por 100 duplas de cones, sempre desviando de obstáculos e do trânsito. Tem 30 segundos para se fazer isso, ganhará um segundo para cada cone que passar, não pode deixar de passar entre nenhuma dupla de cones, e se derrubar um cone perderá um segundo. Já o mini-game Trailblazer é semelhante: terá de percorrer um caminho entre ruas, viadutos e becos, derrubando o total de 100 cones. Ganhará um segundo para cada cone, mas o tempo é curto, então terá de correr bastante. No modo Checkpoint, terá tempo cronometrado para percorrer a cidade e chegar o mais rápido possível em 5 pontos. Já o modo Survival é o mais alucinante deles todos: Tanner já começa tendo Felony no máximo e tendo de escapar de quatro ou cinco viaturas que vêm à toda velocidade na sua direção. É realmente uma disputa para saber quanto tempo o jogador consegue sobreviver, uma vez que é muito difícil conseguir despistar todas essas viaturas sem ser massacrado primeiro. Mas não é impossível.
Cada um desses desafios possui várias fases, e você sempre poderá salvar seu desempenho, gravar seu nome no ranking e o seu score no seu Memory Card, de modo a poder se lembrar sempre das suas melhores corridas, e ainda poder mostrar aos seus amigos quando quiser.
Falando em amigos, Driver 2 trouxe uma surpresa e tanto: o tão pedido modo Multiplayer. Agora, é possível chamar um colega para jogar em split-screen na mesma tela. Não há um modo cooperativo, ou algo assim, mas ao invés disso ficou disponibilizado alguns mini-games para que possamos jogar em dupla. Eles são: Take a Ride (só sair por aí), Cops N' Robbers (Polícia e ladrão, um corre e o outro tem que pegar), Checkpoint (quem cruzar os checkpoints primeiro vence) e Capture the Flag (mais conhecido, basta ir e pegar a bandeira e voltar antes que seu adversário faça o mesmo). Todos são interessantes e bem pensados, e garantirão bons momentos de diversão em dupla, em que a habilidade ao volante será testada ao máximo. Ah, e também poderá gravar o vídeo da jogatina e guardar boas risadas e bons momentos por quanto tempo quiser, tornando tudo ainda mais único.

Minha análise do jogo

Gráficos
Se tem uma coisa que a Reflections Interactive não havia aprendido a fazer era gráficos. Os gráficos do primeiro Driver eram sofríveis em diversos momentos. A mecânica dos carros era linda de se ver, mas os cenários eram feios, as animações horríveis e a animação do jogo era tosca demais. Bem, parte disso foi melhorado, e parte... Continua a mesma coisa. A mecânica dos carros continua boa como sempre, na verdade está até melhor. Os carros apresentam mais detalhes. As cidades estão maiores, com mais detalhes e mais realistas. As animações sofreram uma melhora de 200%, e se encontram em um patamar profissional e muito, mas muito superior do que se poderia esperar após ver as animações do primeiro jogo. Até aí o jogo dá um show à parte, mas, quando se vê o jogo em si, a cidade continua se formando do nada na sua frente, carros e pedestres brotam do nada e desaparecem pela mesma força mágica, e alguns objetos e texturas são tão esquisitos que se esquece que está vendo um jogo da geração 32 bits. Contando os prós e os contras, a Reflections deu uma bela melhorada no jogo, mas ainda tem muita coisa para aperfeiçoar ainda. Tudo bem que arquitetar gráficos para jogos desse gênero é uma das coisas mais difíceis que se poderia imaginar, e é por isso que compreendo o esforço da desenvolvedora. Eles tiveram mais capricho, mas não deixa de se pensar que, se eles tivessem caprichado ainda mais, dava para fazer algo bem melhor. O empenho que eles tiveram foi, no máximo, considerável.
● Nota pessoal: 3/5 (Empenho Considerável)

Som
A qualidade sonora do jogo anterior era algo que se poderia colocar no CD. O jogo era recheado de músicas dos anos 70. Driver 2 traz uma variedade ainda maior de músicas, indo do blues ao pop e da tradicional música cubana à eletrônica. As músicas irão animar um pouco mais as corridas e perseguições, e é essa a intenção delas no jogo. As vozes dos personagens continua no mesmo patamar de qualidade: sólidas, interpretadas de forma correta, e tudo o mais. Tudo bem que as vozes brasileiras parecem um pouco esquisitas (um dublador usa sotaque carioca, enquanto outro dublador usa sotaque português para personagens brasileiros!), mas estão longe de ser ruins, assim como todas as demais vozes. Os sons dos carros continuam sendo o clímax: desde o barulho do motor, ao queimar dos pneus, as batidas, buzinas e sirenes, tudo irá tornar o jogo o mais realista possível, e com aquela cara de filme policial. O empenho que a Reflections teve com a parte sonora do jogo foi máximo.
● Nota pessoal: 5/5 (Empenho Máximo)

Jogabilidade
Dirigir em Driver 2 é a única coisa que importa, e isso irá exigir de você algum treino. Assim como no jogo anterior, há um excelente modo de treino no qual poderá praticar bastante e pegar a manha dos controles antes de partir para as missões principais. Em si, a jogabilidade continua a mesma, e, se chegou a jogar o jogo anterior, não terá qualquer problema para controlar os carros nesse novo jogo. Com a diferença de se poder sair do carro, não há qualquer alteração na jogabilidade, deixando tudo muito simples. Pelo menos, na teoria. Vale lembrar que os carros são bem realistas, e os oponentes sempre levarão vantagens sobre você. Poderá demorar um pouco no começo para passar das missões mais difíceis, mas nada que um pouco de paciência e treino não ajudem, e em breve irá querer fazer manobras mais e mais radicais. Caso se dedique a isso, Driver 2 poderá ser tão divertido quanto o anterior no que concerne a jogabilidade. Empenho máximo por parte da Reflections.
● Nota pessoal: 5/5 (Empenho Máximo)

Longevidade
No jogo anterior, a Reflections Interactive incluiu 40 missões, porém com um sistema de escolha de missões que fazia com que pudéssemos trilhar diferentes caminhos (com diferentes missões) em cada jogatina. Desta vez, há 37 missões, o que já é um excelente número, mas não há a possibilidade de trocar de missões ou escolher caminhos diferentes. Portanto, o jogo possui apenas um único caminho a seguir, e, consequentemente, apenas um final. Mas isso não diminui a longevidade do jogo, que continua com muito conteúdo. Afinal de contas, quando terminar o jogo, poderá usar o modo Take a Ride para dar um passeio pelas cidades do jogo, desbravando pontos turísticos e obtendo salas secretas e carros secretos. Cansou de andar por aí? Tem o modo Driving Games, em que pode disputar pequenos mini-games divertidos e contagiantes. Tem os do primeiro jogo e mais ainda! Ah, e outro elemento que veio do primeiro jogo foi o Film Director, que nos permite gravar nossas melhores cenas de perseguição (ou mesmo de quedas absurdas, batidas escrotas, ou qualquer coisa que quiser se lembrar depois) para fazer filmes caseiros, com direito a edição e tudo, para depois salvar no Memory Card. Só isso já é bem legal, e, para incrementar ainda mais, a Reflections inseriu um modo Multiplayer em que podemos convidar um amigo para divertidos mini-games em dupla. Aí podemos elevar a longevidade ainda mais. É conteúdo que não acaba mais; não estranhe se passar semanas sem tirar esse jogo de seu console. Empenho máximo com a longevidade.
● Nota pessoal: 5/5 (Empenho Máximo)

Inovação
É preciso muito parcimônia para se avaliar o empenho que a Reflections teve com a inovação em Driver 2. Afinal, olhando a estrutura do jogo em si, ele não aparenta ter mudado tanto. Mas acredite: ele deu uma guinada fantástica. Tudo que precisava ser melhorado foi, e até mesmo coisas que ninguém imaginava que uma nova versão do jogo poderia ter (a possibilidade de ser do carro e um modo Multiplayer), tudo isso Driver 2 tem. Algumas coisas que Driver 1 possuía foram retiradas (como a chance de se escolher o prosseguir da trama), mas isso se compensa com um maior apelo cinematográfico e com uma das melhores tramas policiais da história. Driver 2 é sim uma continuação, como não poderia deixar de ser, que usa dos elementos que foram abordados no jogo anterior para se destacar, mas que não depende exclusivamente deles. Driver 2 possui seus próprios elementos exclusivos, e usa tudo isso para criar uma mistura que é algo diferente de tudo aquilo que já foi visto. É nos detalhes que Driver 2 mostra o quanto é superior ao jogo anterior em todos os quesitos. De um jogo de ação sobre rodas para quase um verdadeiro princípio do gênero Open-World em 3D, Driver 2 é uma obra de arte inovadora que não deixa a dever para nenhum outro jogo dentro de seu gênero, reinando soberano. Empenho máximo por parte da Reflections.
● Nota pessoal: 5/5 (Empenho Máximo)

Diversão
A diversão dr Driver é toda baseada nas missões. E as missões de Driver 2 estão ainda mais divertidas e variadas do que no primeiro game, o que torna esse mais um ponto forte também deste Driver. Mais uma vez, as missões mais divertidas são as em que temos de perseguir e abater carros inimigos, e as em que temos a polícia na nossa cola com força total. Essa é a grande graça do jogo, e nunca foi tão divertido escapar da polícia. Com a maior variedade de veículos, e a possibilidade de se poder sair do carro e pegar qualquer veículo que quiser (podendo inclusive roubar carros em pleno trânsito), as missões ficam ainda mais interessantes de se cumprir. O jogo vem ainda com novas possibilidades e novos comandos de manobra, afinal de contas, a inteligência artificial dos oponentes foi aprimorada. Não é mais tão fácil fazer seus inimigos baterem, e, com a dificuldade inimiga no modo Hard, precisará ser realmente um às do volante para escapar de algumas situações. Seja nas missões convencionais ou nos mini-games (ou ainda no modo Multiplayer), Driver 2 é um jogo difícil e desafiador, ao mesmo tempo em que é contagiante e imprevisível. Divertido ao extremo, empenho máximo por parte da Reflections Interactive!
● Nota pessoal: 5/5 (Empenho Excelente)

Soma Final: 28/30 (Excelente)

Em resumo: Como havia dito na introdução, Driver 2 dividiu muitas opiniões. Há quem tenha realmente odiado esse jogo, e encontrado muitos defeitos aqui e ali. Há quem diga ainda que esse jogo ficou muito inferior ao anterior, e seja a maior decepção do ano 2000. Mas eu pertenço à parcela da população gamer que realmente curtiu a nova aventura de Tanner. O jogo manteve alguns defeitos do jogo anterior, mas conseguiu minimizar alguns, consertar outros, e trouxe muitas novidades que tornam esse jogo uma pedida muito mais ampla e interessante do que o jogo anterior. Uma experiência cinematográfica como dificilmente voltará a ver nesse console. Se adorou o primeiro Driver, aconselho que vá contra a crítica e dê uma chance a Driver 2, tire suas próprias conclusões. Mas se os defeitos do primeiro game já lhe afetavam a vontade de jogá-lo, nem chegue perto desse jogo, pois ele será uma decepção ainda maior.


Análises profissionais

A média pela Metacritic para Driver 2 é 62/100.

Detonado em vídeo

Este é o detonado mais completo disponível para esse jogo na internet. Ele mostra como passar com tranquilidade por todas as missões do jogo. Vale a pena conferir as manhas e táticas usadas pelo jogador para se passar por aquelas fases mais difíceis. E ainda o vídeo se encontra em boa qualidade de imagem e excelentemente compactado para caber em apenas um vídeo. Vale a pena conferir!

Parte única


E aí, o que achou desta análise? Curtiu? Deixe-me seu comentário, ou entre em contato comigo pelo e-mail: adm_melhorfinal@hotmail.com ou pelo twitter: @AdmMelhorFinal.

6 comentários:

  1. A melhor análise de Driver 2 que eu já li! Estão de parabéns! ^^

    Fiquei até feliz que usaram algumas imagens do meu blog sobre o jogo, www.dicasdriver2.blogspot.com

    Mesmo com tantos games de corrida de última geração como temos, poucos conseguem transmitir o feeling de Driver 2! ^^

    Abraços!

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. E aí, John, beleza?

      O seu blog DicasDriver2 foi muito útil para a minha análise. Descobri seu blog ao fazer busca por imagens dos personagens na internet. E então, tomei a liberdade de usar algumas das imagens, e também várias dicas e informações do blog na minha própria jogatina, hehe. Tinha algumas coisas que eu ainda não sabia por lá!

      Quanto ao jogo, Driver 2 é especial demais para mim. Jogava muito esse game, e a sensação que ele passa é algo único. Não é só corrida, é Driving Action, e um dos melhores já feitos até hoje. Bom jogo, boa história, boa jogabilidade, boa diversão, bons mini-games, bom modo multiplayer (ainda mais para a sua época), jogo sensacional. Sempre recomendo a todo mundo que tenha o Play 1.

      Eu também analisei o Driver 1! Se quiser conferir:

      http://melhorfinal.blogspot.com.br/2011/07/driver-retro-analise.html

      No mais, visite sempre, John!

      Excluir
  2. Olha Só João bela análisa, se lembra quando ia na tua casa pra zerar?
    Fui pegar uma imagem pra colocar no emulador do ps1 pra jogar no psp e vi teu blog.
    Fantástico teu trampo cara!!

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. E ae, Leandro, tudo beleza???

      Pô, cara, claro que lembra, quando tu colava lá em casa e a gente jogava Driver 2, Resident Evil, Metal Gear... Excelentes tempos!

      Não conhecia meu blog ainda? Está crescendo aos poucos. Que bom que curtiu, poxa, valeu pelos elogios! Dá um baita trabalho fazer as postagens, mas vale a pena quando vejo tudo escrito, editado e funcionando, hehe!

      Abração!

      Excluir
  3. Galera...por favor,
    alguém pode informar o nome da música de encerramento do game...Obrigado!!

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Just Dropped In - Kenny Rogers & The First Edition
      https://www.youtube.com/watch?v=yhOKhJaM1QE

      Excluir