segunda-feira, 4 de junho de 2012

Especial Playstation - Parte 3


Pois é, estamos chegando ao fim. A nossa matéria especial sobre a brilhante história do Playstation está em sua etapa final, e agora vamos para a terceira e última parte. Desta vez, vamos tirar um pouco o foco do console da Sony e mostrar os outros consoles. Quem eram os concorrentes do Playstation? Será que você se lembra de todos eles? É o que veremos aqui. Também vamos mostrar o quanto o nosso console evoluiu com o passar do tempo, ou você acha que ele não evoluiu também? Por fim, mostraremos como foi a expectativa da Sony e do público em relação ao seu sucessor, o Playstation 2.

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Aconchegue-se e boa leitura!

Etapa 7: Os Concorrentes

O Playstation pertence à era 32 bits. Mas quem pensa que ele competia apenas com consoles da era 32 bis se engana: ele teve de bater de frente com console de 32, de 64 e até de 128 bits, em seus 9 anos de vida, mas conseguiu se sobressair soberano perante todos eles. Afinal, o Playstation só perdia para ele mesmo, e a Sony não temia nenhum concorrente. Pouco a pouco, eram as outras empresas que pediam pinico e saíam de fininho derrotadas. Vários consoles entraram, alguns tiveram seu espaço e outros fracassaram drasticamente, além de outros quase nem serem percebidos. Ao todo, o Playstation chegou a bater de frente com 7 concorrentes. E você, conhece todos os rivais do Playstation em seu tempo de vida?

Vamos mostrar os concorrentes um por um, de acordo com o lançamento. Vamos começar pela era 16 bits, que já estava terminando quando o console foi lançado.

Super Nintendo Entertainment System

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Sim, você não está vendo errado. Mais uma vez a Nintendo no caminho do Playstation... E eles eram concorrentes diretos sim. Quando o Playstation foi lançado, em dezembro de 1994 no Japão, o Super NES, como era conhecido, era o campeão de vendas. O console vendia como água, e batia de frente. Seria complicado vencer o console, mesmo ele tendo sido lançado lá em 1990 e pertencer à quarta geração, a de 16 bits. Extremamente popular, o console já possuía muitos jogos à venda, e alguns consumidores ainda preferiam adquirir esse ao lançamento da Sony. É claro que, na época, a Sony já anunciava que um novo console estava em produção e tal, mas isso não diminuía as vendas do console de jeito nenhum. Com clássicos hiper vendidos como Super Mario World (mais de 20 milhões de cópias vendidas), Donkey Kong Country (mais de 9 milhões) e Super Mario Kart (quase 9 milhões), o console mantinha-se na liderança dos mais vendidos com quase 50 milhões de unidades. O console só perdia, na época, para o seu próprio portátil, o Game Boy, com mais de 100 milhões de cópias vendidas na época. Parecia imbatível, mas, como seu sucessor só apareceria em 1996, era algo que tinha que ser enfrentado.

Sega Genesis

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Sim, sim, como não? Se a Nintendo imperava com o seu Super Nintendo, a Sega tinha seu concorrente, o Sega Genesis, ou Mega Drive. E o Playstation foi lançado em plena guerra entre ambos. Tudo bem que o console não ia tão bem assim e já estava perto de acabar (ele não seria mais vendido a partir de 1995 no Japão e de 1997 nos EUA), mas não era um concorrente para se ignorar totalmente. A Sega já prometia um novo console em breve, mas o seu Genesis ainda iria disputar uma fração de seu espaço. Com clássicos épicos como Sonic the Hedgehog (15 milhões de cópias) e Sonic the Hedgehog 2 (6 milhões), o console havia vendido quase 30 milhões de cópias.

FM Towns Marty

The FM Towns Marty with controller.

O Playstation não foi o primeiro console da era 32 bits. Muitas pessoas ainda discutem qual teria sido o primeiro console 32 bits. Alguns puxavam a sardinha para seu lado, mas hoje podemos afirmar com toda a certeza que o primeiro console da era 32 bits foi FM Towns Marty, console doméstico da FM Towns. Foi lançado em 20 de fevereiro de 1993 exclusivamente no Japão, pela Fujitsu. Além disso, foi o primeiro console com CD-ROM da história, o que também foi um grande feito. O console aceitava apenas jogos feitos pela própria FM Towns, e era retro-compatível com jogos de consoles antigos da FM Towns. Possui uma boa máquina, mas era muito caro para os padrões da época. Perdeu mercado rapidamente e logo se tornou um desastre. Em 1994, lançaram uma versão mais barata e mais prática, chamada FM Towns Marty 2, mas não resultou em nada.

Amiga CD32

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Quem se lembra do Amiga CD32? Trata-se do primeiro console 32 bits a aparecer nos Estados Unidos e na Europa, levando em consideração que o FM Towns Marty jamais saiu do Japão. Produzido pela Commodore, o console possuía tecnologia de CD-ROM e foi lançado repleto de pompa. Sua tecnologia inicialmente foi desenvolvida para gerar apresentações, como por exemplo gerando imagens explicativas em exibições e museus. O Museu dos Transportes de Londres, por exemplo, utilizava o console para apresentar imagens e vídeos aos visitantes. Mas o console também era para games, e veio repleto deles. Não foram muitos que ficaram famosos, mas alguns poucos fãs ainda podem se lembrar de Diggers ou de Oscar.  Não era um console tecnicamente ruim, verdade seja dita. Mas não fez sucesso. Vendeu apenas 100.000 cópias em todo o mundo e parou de ser fabricado em abril de 1994, pouco antes de vir o Playstation, de modo que não houve concorrência direta entre ambos.

3DO Interactive Multiplayer

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O 3DO Interactive Multiplayer, também conhecida apenas por 3DO, era o console feito pela Panasonic em parceria com a The 3DO Company. Lançado em 4 de outubro de 1993, nos Estados Unidos, o console veio repleto de expectativa por parte dos fãs. Fez bastante sucesso em seu lançamento (sendo nomeado por algumas revistas como o "lançamento do ano" e tudo o mais), mas comercialmente digamos que ele pecou bastante. Para pagar pela alta tecnologia que ele possuía, seu preço teve de subir às alturas. Ele custava quase 600 dólares em seu lançamento! Em um mercado tão saturado, como era o de games na época, não havia tanto público que desembolsasse tanta grana assim em uma "nova proposta". Além de prejudicar as vendas, o alto custo quase impedia que empresas terceirizadas fizessem jogos para o videogame. Usava jogos em CD-ROM, também. Continuou sendo comercializado até 1996, e, quando parou de ser fabricado, já havia vendido pouco mais de 2 milhões de unidades. Uma quantia considerável, pode-se dizer.

Atari Jaguar

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Atari Jaguar, o último console da Atari em muito tempo, veio de uma ideia boa na hora errada. O videogame foi concebido para rivalizar com Sega Genesis e Super Nintendo, mas só conseguiu ser lançado em 23 de novembro de 1993, ou seja: próximo do declínio da quarta geração e no início da quinta geração. O videogame não estava preparado para combater de frente o Sega Saturn ou o Playstation, e se tornou um belo fracasso. Usando a tecnologia dos cartuchos e um tanto fraco para a sua época, o videogame não emplacou. Sem conseguir emplacar nenhum jogo em específico, o console caiu no esquecimento e não conseguiu vender mais do que 250.000 cópias. Uma pena. Para piorar ainda mais, o prejuízo financeiro que resultou disso fez com que a Atari abandonasse o mercado de consoles por vários anos, semelhante ao que a Sega teria de fazer no futuro por situação semelhante.

Sega Saturn

File:Sega-Saturn-Console-Set-Mk1.png

Agora sim, vamos falar dos principais concorrentes do Playstation! A Sega resolveu apostar tudo que tinha em um console da quinta geração, a de 32 bits, e veio com Sega Saturn. Lançado em 22 de novembro de 1994, o mesmo ano que o Playstation (apenas duas semanas antes, para ser mais exato), o console foi o mais notável concorrente do console da Sony. Febre no Japão durante muitos anos, o console só não se manteve tão bem porque não conseguiu se destacar nos Estados Unidos. Enquanto no Japão o console vendia quase 6 milhões de cópias, nos Estados Unidos ele nem chegava a 2 milhões, e na Europa ele mal passou do primeiro milhão de cópias. Longe de ser um fiasco, mas também bem longe de se igualar ao Playstation nas vendas. E não foi por falta de tentativa. Vários títulos que eram lançados ao console da Sony também iam para o Sega Saturn. A concorrência era forte entre as desenvolvedoras, a verdade seja dita, porém o Playstation se sobressaiu em pouco tempo. Logo as empresas perdiam a fé no console da Sega, e cada vez mais os jogos multiplataforma se tornavam exclusivos da Sony. Os jogos mais vendidos eram Virtua Fighter 2 (quase 2 milhões de cópias) e Sega Rally Championship (pouco mais de um milhão de cópias). Os rivais despencavam o preço de seus consoles, devido ao sucesso, e, para não perder a fatia de mercado, a Sega também reduzia o preço de seu console. Isso até ajudaria um pouco a curto prazo, mas esse prejuízo financeiro é que iria desenrolar, lá na frente, em um desastre ainda pior. Perdendo cada vez mais espaço, a Sega tentou se segurar da maneira que pôde, mas o fim era inevitável. Ao todo, chegou a quase 9 milhões de cópias. Com a chegada de mais e mais competidores, não deu para ninguém. A Sega desistiu, e, já em 1997, começava a anunciar um novo console em produção. Em 1998, seu sucessor apareceria, e no mesmo ano ele deixaria de ser produzido e comercializado nos Estados Unidos e Europa.

Nintendo 64

File:N64-Console-Set.png

No entanto, o console que mais conseguiu chegar perto de bater de frente com o Playstation, e que mais colocou medo na concorrência, sem dúvida foi o Nintendo 64, da Nintendo. Lançado em 1996 e sendo o último dos consoles a ser lançado na quinta geração, ele foi também o mais potente e o mais avançado de todos eles. Afinal, sua potência era bem superior aos demais, tanto é que ele não possui 32 bits, como seus rivais da quinta geração, e sim 64 bits. O dobro da potência e da performance traziam jogos ainda mais espetaculares, e o jogo veio com muitos jogos de peso. Diversos jogos históricos tiveram passagem pelo console, incluindo (só para citar alguns): Super Mario 64 (vendeu quase 12 milhões de cópias), Mario Kart 64 (quase 10 milhões de cópias), GoldenEye 007 (mais de 8 milhões de cópias) e The Legend of Zelda: Ocarina of Time (quase 8 milhões de cópias). Era um concorrente de peso, com excelentes jogos sendo lançados todos os anos. Além de tudo, a Nintendo também conhecia o jogo da tecnologia, e usava o marketing a seu favor. O Nintendo 64, desde seu lançamento, era bem mais barato que o Playstation, e vinha com várias cores e designs, agradando a um público mais descolado. Ele usava a mídia de cartuchos, que ocupava pouco espaço de armazenamento, mas prejudicava a capacidade técnica de alguns jogos, que não podiam conter vídeos e animações mais trabalhadas, por exemplo, apesar de possuir gráficos melhores de um modo geral. Os jogos rivalizavam muito, e as desenvolvedoras se dividiam entre as da Sony e as da Nintendo. Foi uma disputa épica que gerou coisas boas para ambos os lados: os consumidores da época só tinham a agradecer pela disputa sadia que existia entre os dois consoles. Afinal, as duas empresas que poderiam ser co-irmãs em um único console se tornaram rivais, mas se respeitavam muito. Cada um tentava se superar ao outro em tecnologia e inovação, e a indústria ficava cada vez mais forte. No final, é claro que o Playstation saiu na frente, mas ainda assim o Nintendo 64 deixou sua marca na história. Vendeu quase 33 milhões de cópias, sendo o console que mais se aproximou das marcas históricas do Playstation.

Dreamcast

File:Sega-dreamcast-set.png

E aí a coisa começou a ficar feia para o Playstation. A Sega, prevendo que a quinta geração estaria por um fim, tratou logo de adiantar o seu lado e estreou em 1998 com o primeiro console da sexta geração, conhecido como geração 128 bits: Dreamcast. Após perder espaço com o Sega Saturn, ela tentou conseguir reaver seu lugar ao sol lançando um videogame com uma potência inquestionavelmente superior aos outros da concorrência. Era quase que uma injustiça com os demais, mas mesmo assim ela também não teve tanta moleza não. Vendeu muitíssimo bem em sua época de lançamento, e emplacava um sucesso depois do outro. Vários títulos que começaram sua vida no Playstation aos poucos rumavam para o Dreamcast, por causa de sua potência superior. Isso ia tirando cada vez mais o mercado do Playstation. Com jogos bem vendidos, como Sonic Adventure (quase 2 milhões e meio de cópias), Crazy Taxi (quase dois milhões de cópias) e Shenmue (pouco mais de um milhão de cópias), o console se manteve forte, mas apenas nos primeiros anos. O Dreamcast fazia frente ao sucesso do Playstation tranquilamente, mas não conseguiu suportar a vinda do Playstation 2. Logo começou a decair e a ter prejuízos astronômicos. Só para se ter uma ideia, o Dreamcast vendeu menos do que o seu antecessor, o Sega Saturn: 8 milhões e 200.000 cópias. Vendeu bem mais nos Estados Unidos que o antecessor, mas bem menos no Japão, também. Ao final, se tornou um fracasso. Derrotado e humilhado pela segunda vez consecutiva por um arrasador console da Sony, a Sega não aguentou a pressão, e, acarretando prejuízos após prejuízos, ela fechou as portas para contensão de despesas. Foi o último console da empresa, que parou a produção em 2001, antes mesmo de ver surgirem os outros dois consoles da sexta geração: o Gamecube, da Nintendo, e o Xbox, da Microsoft.

Se houve outros videogames? Houve, claro. O Apple Bandai Pippin, console da Apple, foi lançado em 1995. Era a tentativa da Apple de criar um computador portátil, e assim o foi, mas acabou virando um tocador de CDs que rodava games também. Caro demais e fracasso desde o princípio, deixou de existir em 1997. Casio Loppy, console da Casio lançado em 1995 apenas no Japão, era totalmente focado no público feminino, e tinha a intenção de atrair as garotas aos videogames. Só teve 10 jogos lançados, todos eles infantis ou de meninas, e o console deixou de ser fabricado no mesmo ano. Neo Geo CD, o console da SNK, fez sua aparição em 1994, trazendo clássicos games exclusivos da SNK, mas não vingou também e logo faliu. PC-FX, da NEC Corporation, era um trambolho de 32 bits lançado apenas no Japão em 1994 para atender ao público que gostava dos produtos da NEC. Foi o último console da empresa, e deixou de ser fabricado em 1998. A Nintendo também tentou a sorte com o primeiro console a tentar usar a tecnologia 3D, o Virtual Boy, e a Bandai lançou o Playdia exclusivamente no Japão apenas para falir pouco tempo depois. Esses foram os consoles que lançaram no tempo de vida do Playstation. Ele ainda viveu o bastante para assistir aparecem o Gamecube, da Nintendo, e o Xbox, da Microsoft, mas aí já era cenário para o seu sucessor, o Playstation 2, e não para ele.

Ao final de tudo, ficou claro uma coisa: o maior rival do Playstation foi o próprio Playstation 2. Nenhum outro console fez diminuírem as vendas do Playstation tanto quanto o seu próprio sucessor. Por causa da retrocompatibilidade, os consumidores de tecnologia não queriam mais um console primitivo se pudessem obter um mais recente que jogasse os jogos do anterior. Isso ajudou o Playstation 2, é claro, mas serviu como um fim para o Playstation. As vendas caíam drasticamente, ano após ano, é claro, e só o que o mantinha eram os jogos. Quando os jogos e as próprias desenvolvedoras viraram as costas para o console, não havia mais motivos para continuar. A partir de 2004, não eram mais lançados jogos para o console, e ele caiu no esquecimento para dar lugar ao seu sucessor de maior potência. Em 2009, finalmente, o Playstation deixou de ser fabricado e vendido no Japão. O Playstation reinou absoluto, e terminou com mais de 100 milhões de cópias vendidas, majestoso e soberano. O console ajudou a falir diversas outras empresas, e não cedeu espaço para ninguém, a não ser para seu próprio sucessor.

Etapa 8: A Evolução do Console

O Playstation evoluiu bastante. Quem fica parado no tempo é facilmente ultrapassado, então é preciso estar sempre à frente de seu tempo e buscar novidades para incrementar. A Sony logo tratou de incentivar novidades no console, que aos poucos ia evoluindo, com o passar dos anos, até realmente assumir uma aparência completamente nova. Novos periféricos eram atribuídos ao console, a cada ano, e sempre tinha uma novidade aparecendo (a Sony faz isso até hoje, com o Playstation 3). Vamos relembrar as mudanças pelo qual o console passou em sua época de ouro.

Primeiro, vamos falar da parte estética e interna do console. O console era comercializado na cor cinza que todos conhecem, e não havia muitas variações. Mas você sabia que os kits de desenvolvimento que as empresas desenvolvedoras de jogos recebiam para poder fabricar jogos eram coloridos? Pois é, as desenvolvedoras recebiam kits na cor azul, como esse:

File:DTL-H1102.jpg

Além da cor diferente, o console ainda era alterado para permitir jogos de qualquer região (sem aquele chato bloqueio regional que impede jogos americanos de funcionar em consoles japoneses e vice-versa) e tinha uma estrutura interna um pouco diferente. Também foi lançado, mais tarde, uma versão na cor verde, que jamais foi comercializada também.


O console sofreu diversas alterações e evoluções com o passar dos tempos. Muitas dessas alterações eram invisíveis externamente, e se tratavam apenas de pequenas mudanças internas ou de material. Quando o primeiro modelo foi lançado (o SCPH-1000), a versão japonesa continha uma saída de vídeo S. Essa saída de vídeo S foi removida das versões americanas e europeias, o que causava uma pequena confusão. Apesar de tanto os modelos japoneses quando os americanos se chamarem SCPH-1000, eles eram diferentes em sua estrutura. A versão americana e europeia não tinha a tal saída externa de vídeo S e também tinha um revestimento interno feito de silicone. Então, a Sony decidiu generalizar toda a estrutura e o padrão americano passou a ser adotado no mundo inteiro, e chamado de SCPH-3000. A placa mãe usada na época era a seguinte:

File:PSX mainboard.jpg

Pouco tempo depois, em 1995, veio mais uma versão, a SCPH-5000. Com essa versão, várias alterações internas foram feitas. O driver de CD foi totalmente realocado, o shield foi simplificado e o cabeamento interno foi reestruturado para evitar problemas que ocorriam. A ideia era diminuir os problemas de superaquecimento e de emperramento do canhão leitor ótico, as maiores reclamações dos usuários do console (quem teve o console se lembra disso). Melhorou um pouco, mas não muito. Externamente, foi retirado as pouco utilizadas entradas RCA da parte de trás do console (aquelas entradas de áudio e vídeo nas cores vermelha, branca e amarela) para ser priorizado apenas a saída serial I/O e multi AV, padrões da época. Algumas alterações gráficas também foram feitas: ao invés de simplesmente escrever "Power" ou "Reset" nos botões, começaram a se utilizar símbolos gráficos indicativos. Além disso, aproveitando-se do sucesso do filme Men in Black nos cinemas, a Sony lançou uma versão raríssima com o logo do filme no console:


Conforme a Sony ganhava dinheiro, ela queria vender mais seu produto Playstation, e com isso ela queria diminuir seu custo de produção, também. Quando a versão SCPH-7000 foi lançada, lá para 1996, ela veio a um preço muito menor, até porque a tecnologia se aperfeiçoou e ficou mais barata com o passar do tempo. Por fora, não se vê nada de novo, mas, por dentro, o hardware foi refeito. A memória RAM, que antes consistia de 4 chips, passou a consistir de apenas 1, e mantendo a mesma potência. O controlador de CD continha 3 chips, e também passou a conter apenas 1. Com todas essas mudanças, vamos ver como é que ficou a placa mãe do console:

File:PSX-SCPH-5001-Motherboard.jpg

Bem menor e mais compacta, não é mesmo? Com isso, o console ficou bem mais barato, e a Sony pôde comercializá-lo a um preço mais acessível aos seus consumidores. Também mudou um pouquinho o logo de iniciação do console (o diamante que representava o simbolo da Sony na época, e aparecia sempre que o console era ligado, ficou mais vivo e um pouco mais fino do que antes) e foi incrementado uma coisa: a partir de então, sempre que o usuário quisesse, ele poderia aplicar efeitos visuais enquanto ouvisse suas músicas usando CDs de áudio no console (antes ele não tinha essa opção). Quando o Playstation chegou à marca de dez milhões de unidades vendidas, foi lançado uma versão especial na cor "azul meia-noite". Ele ficou assim:


E houve, por fim, uma última atualização no console. A versão SCPH-9000, como seria chamada, viria a ser a definitiva do console. Lançado em 1997, esse modelo teve como intenção reduzir o tamanho interno do console, reduzindo ainda mais o superaquecimento. Várias peças foram trocadas, enquanto outras foram reduzidas ou sofreram redesign, e mais alguns foram aplicados diretamente à placa-mãe, ao invés de ser feito por portas paralelas, para tornar as respostas mais rápidas. Isso veio também com uma brusca alteração externa. Foi completamente removido a porta paralela I/O. Motivo? Simplesmente porque ninguém mais usava essa porta para nada, os acessórios que a usavam nem eram mais vendidos e ele só era usado por cheaters que queriam trapacear e enganar o console para fins de poder usar jogos piratas. Internamente, a placa-mãe reduziu bastante, e o leitor de CDs foi trocado por um outro de qualidade bem superior. A nova placa-mãe SCPH-9001 ficou assim:

File:PS9001-Motherboard.jpg

Externamente, o console evoluiu da seguinte forma (a versão inferior é a SCPH-1000, enquanto a central é a SCPH-5000 e a superior é a SCPH-9000):

File:PlayStation-Model-Backs.jpg

E não acabou ainda! Afinal, o principal redesign da história do Playstation ainda estaria por vir. Afinal, o sucessor do console, o Playstation 2, viria logo no ano 2000. E a Sony sabia que, se não houvesse uma forte campanha de marketing e de promoção, o console Playstation iria logo sucumbir perante seu sucessor, e os consumidores de tecnologia não iriam mais querer saber do seu console mais famoso até então. Para evitar um êxodo de consumidores assim tão grande, ela apostou bem alto: decidiu criar uma versão completamente nova do Playstation. Não se trata de uma adaptação, com uma mudança aqui e outra ali. Seria sim uma renovação completa, um redesign do começo ao fim. E assim nasceu o PSone.

File:PSone-Console-Set-NoLCD.png

O nome oficial desse redesign do console é SCPH-100. Quanta diferença, não? Vejam bem, no fundo, a parte técnica do console não mudou em nada. A configuração técnica do console permanece exatamente a mesma coisa desde o SCPH-9000, sem tirar e nem por. Talvez a maior diferença seja o tamanho. Enquanto a versão anterior tinha 45mm de altura. 260mm de largura e 185mm de extensão, o PSone possui 38,, de altura, 193mm de largura e 144mm de extensão. Lançado oficialmente em 7 de julho de 2000, o console foi o videogame mais vendido do ano. Detalhe: no mesmo ano em que o próprio Playstation 2 foi lançado. Era uma concorrência praticamente direta entre os dois consoles da Sony. Foi ou não foi uma excelente ideia?

O PSone é totalmente compatível com os jogos e acessórios do Playstation original. Como a tecnologia empregada é a mesma, não há grandes novidades. As diferenças entre um e outro incluem o tamanho menor, o design diferenciado (e mais "doméstico" do que o anterior, ocupando menos espaço), uma interface nova (tanto para tocar músicas quanto para acessar a tela do Memory Card), a ausência de portas seriais e paralelas e ainda uma proteção a mais contra chips piratas. O PSone possui uma fonte de energia externa e ainda as entradas para Memory Cards e controles agora são ligadas diretamente à placa-mãe. Sem contar no preço: o custo do console é bem mais barato que o modelo anterior.

E acha que a Sony se contentou com isso? O que acha disso:

File:PSone-wLCD-Screen.jpg

Já viu uma dessa? Eu, pessoalmente, nunca vi um modelo desses, mas ele foi comercializado pela Sony como um pacote combo para o PSone. Ele vinha com o console e uma televisão LCD de 5 polegadas que poderia ser acoplada ao console e transportada. E o kit ainda vinha com um cabo especial que permitia ligar o videogame consumindo a energia da bateria de um carro. Perfeito para levar o seu console predileto para qualquer lugar, e jogar onde estiver: até dá para jogar no carro! Portátil e completo, sempre quis ter um kit desses comigo.

Pois é, já falamos do design e da estrutura do console em si. Mas e quanto ao controle? Afinal de contas, se teve uma coisa que mudou e bastante, foi o controle! Inicialmente, o controle era simples. Ele era bem assim:

File:PSX-Original-Controller.jpg

O controle possuía ao todo 14 botões: os quatro direcionais digitais; o SELECT e o START; o "cruz", "quadrado", "círculo", e o "triângulo"; e o R1, R2, L1 e L2. Esses botões atingiam e muito bem o princípio do controle, que era atribuir aos jogos uma maior gama de opções e de botões de ação, com maior imersão e capacidade de movimentos. Mas a Sony não estava satisfeita. Ao mesmo tempo em que ela comercializava esse controle tradicional, ela deixou uma equipe pesquisando um modelo superior de controle, mais completo e dinâmico. Até que, em 1997, eis que surgiu isso:

File:PSX-DualShock-Controller.jpg

Apelidado carinhosamente de DualShock, esse controle trouxe muitas inovações. Ele contém os mesmos 14 botões do anterior, mas ainda vinha com mais dois botões analógicos que podiam ser facilmente acessados pelos "dedões" de cada mão e dispostos mais ao centro para melhor conforto. Esses botões analógicos permitiam uma gama ainda maior de possibilidades, pois permitiam que o jogador tivesse uma gama maior de direcionamento e um sentimento maior de "pressão" sobre o botão do que nos botões digitais. Sem contar que machucava menos a mão e exigia menos esforço. Foi uma revolução e tanto! E ainda foi incluso um botão adicional ao centro, que permitia ligar e desligar a função DualShock. Assim, ficou totalizado 17 botões no controle. E ele ainda vinha com um motor interno que vibrava o controle de acordo com o que acontecia no jogo, o que também era algo bem interessante.

Não demorou para que mais e mais jogos fossem feitos em cima dessa nova invenção. Cada vez mais os jogos priorizavam a função de "tremer" do controle, e alguns jogos (como Ape Escape) até mesmo exigiam o uso dos analógicos. Ele começou como um controle alternativo do console, mas, a partir de 1998, ele passou a ser o controle principal do console, e o anterior não era mais vendido oficialmente pela Sony. Como uma forma de popularizar os controles DualShock, foram lançados em várias cores, de acordo com a preferência do cliente. Tinha o azul transparente:

File:Trasparent Blue DualShock.jpg

Assim como tinha o preto:

File:PlayStation-DualShock.jpg

E, assim, o controle DualShock vendeu mais de 28 milhões de unidades em todo o mundo.

O Playstation possuía apenas duas entradas no console, rivalizando com outros consoles, como o Nintendo 64, por exemplo, que continham 4 entradas para controle. Mas acha que o console permitia que apenas dois jogadores jogassem em modo multiplayer? Se acha, se enganou, porque há jogos no console que permitem até 8 jogadores simultâneos (como por exemplo os jogos de futebol, a exemplo de FIFA 2000). Como eles faziam isso? Bem, para isso era preciso adquirir um item especial, chamado de Multiplayer Adapter. Ele era desse jeito:


Conectando um Multiplayer Adapter em apenas uma entrada do console, ele direcionava a um conjunto cm mais 4 entradas adicionais. Ou seja, usando um Multiplayer Adapter, até 5 jogadores podem jogar simultaneamente, e, com 2 Multiplayer Adapters, um total de 8 jogadores podem jogar ao mesmo tempo! Era muito interessante e ótimo para reunir a família ou a garotada, não era?

Outro acessório muito usado era o Memory Card. Quem não tinha um desses?

File:Memory Card for PlayStation.jpg

Ele era usado para armazenar dados e savegames dos jogos, de modo a poderem ser utilizados futuramente. Era item obrigatório para os gamers, e, como não vinha junto com o consoles, tinha de ser comprado a parte. Ele armazenava 128 Kb de dados, o que era bastante coisa. Cada console vinha com duas entradas para Memory Cards. No menu de visualização, poderia se copiar dados de um Memory Card para outro, ou apagar os dados que não queria mais. No menu de visualização, podia-se ver o espaço de armazenagem dividido em 16 blocos. A maioria dos jogos consumia 1 bloco de memória, mas alguns jogos exigiam 2 blocos ou até mesmo 4 blocos.

E vamos continuar falando de acessórios? Quem aqui já ouviu falar do Game Shark (também conhecido como Action Replay)?


Esse acessório bem popular e peculiar logo virou febre. Uma evolução do antigo Game Genie, que era usado no Super NES e no Sega Genesis, o Game Shark (ou Action Replay) tinha o mesmo funcionamento: ele vinha com vários códigos internos que eram feitos para se poder alterar os dados dos jogos eletrônicos. O próprio Game Shark já vinha com mais de 4.000 cheats para centenas de jogos. Ao se usar o Game Shark, podíamos começar os jogos com vidas infinitas, invencibilidade, todos os carros à disposição, seleção de fases, munição infinita, enfim, podíamos alterar o jogo à nossa vontade. Além de apenas trapacear, o Game Shark permitia coisas mais complexas, como acessar dados secretos dentro dos jogos (cenas de vídeo que estão dentro do CD por algum motivo, mas que não era possível de se descobrir sem códigos de trapaça) ou fazer alterações que não seriam permitidas de outra forma (há jogos de corrida que possuem carros secretos indisponíveis a menos que se use trapaças). Por esse motivo, vários gamers tinham o Game Shark, mesmo que não fosse apenas para trapacear, e os sites na internet com listas e listas de códigos fervilhavam. Inicialmente, o Game Shark era inserido pela porta paralela I/O na parte traseira do console, com um mecanismo robusto. Depois, quando essa porta paralela foi retirada (a partir da versão SCPH-9000), lançou-se uma versão em CD.


Bem menos popular do que o Game Shark, mas tão inusitado quanto, foi outro periférico que a Sony disponibilizou para o Playstation. Já viu essa coisinha aqui embaixo?

File:Sony-PocketStation.png

Muito provavelmente não deve ter visto, até porque ele só foi lançado exclusivamente no Japão em 1999. O nome desta geringonça é PocketStation. Parece um console portátil, daqueles bem antiguinhos, mas ele é bem menos que isso. A Sony o comercializou como um assistente digital. Ele vinha com uma tela de LCD e cinco botões para uso. Internamente, servia como um Memory Card: ele podia ser conectado à entrada de Memory Cards do console e se podia salvar jogos nele normalmente. A ideia é servir como um Memory Card interativo. Ao invés de apenas levar seu Memory Card comum por aí, podia se levar o PocketStation, e, através de sua comunicação por infra-vermelho, podia se mostrar seus saves aos amigos pela tela de LCD, transferir dados de um PocketStation para outro, e, em alguns casos, até mesmo jogar o jogo diretamente do PocketStation. Alguns jogos, como Final Fantasy VIII e SaGa Frontier 2, possuíam mini-games exclusivos para quem possuísse o PocketStation, e eles podiam continuar jogando esses mini-games sem estar conectado ao console. Havia ainda jogos exclusivos para o PocketStation, como Dokodemo Issho, que trazia o mascote da Sony da época, Toro, e se tornou um sucesso, vendendo 1 milhão e meio de cópias. Ao todo, foram vendidos mais de 5 milhões de PocketStations, ou seja, foi um grande sucesso, mas a Sony desistiu de trazer o produto para fora do Japão ao ver que por aqui poderia não haver mercado o suficiente. Ele deixou de ser produzido em 2002.

E os acessórios não param por aqui! Aqueles que queriam se sentir ainda mais imersos dentro de seus jogos sempre podiam contar com uma série bem grande de acessórios adicionais. Havia acessórios de todos os tipos e modelos, marcas e preços. Nem todos eram licenciados pela Sony (há muitos piratas por aí), mas faziam a festa. Vamos apresentar alguns deles.

Ninguém duvida que jogar um jogo de tiro em primeira pessoa, como Time Crisis, por exemplo, usando uma pistola semelhante a uma de verdade, é uma experiência diferente, e bem melhor do que jogar usando o controle. E os fãs do gênero podiam contar com uma série de armas do tipo Light Gun, que podiam ser conectadas à entrada do controle e eram sensíveis ao movimento. Muito bacana.


E tem mais. Os fãs de corrida não precisam mais se sentir frustrados a acelerar e virar o carro usando meros botões no controle. Há acessórios em forma de volantes que simulam muito bem a experiência de se controlar um carro de verdade. Os kits eram compostos por volantes, câmbio e até pedais. Era só comprar, conectar e acelerar à vontade com jogos como Gran Turismo e Need for Speed.



Agora, se a sua praia não é nada de tiro e nem de corrida, mas sim dançar, veja só, porque não dançar de verdade? Porque você iria preferir dançar com os dedos no controle se seus pés podem mover ao som da música em cima de um tapete de dança? E não é que esses tapetinhos de dança fizeram sucesso no console? Fãs incondicionais de Dance Dance Revolution que o diga!


Tem acessório para todos os gostos. Se o jogador não gostasse de dançar, mas sim de sentar, descansar e pescar, ora essa, ele poderia adquirir um controle em formato de vara de pescar. Qual é a graça de se jogar um simulador de pesca como Big Bass Fishing se não sentir aquela sensação de pescar a tão aguardada truta vencedora?


Agora, se você não curte a calmaria da pesca e prefere a adrenalina de pilotar um jato, como nos grandes tempos de Ace Combat, então mais do que nunca irá querer um controle que lhe faça sentir a sensação de estar realmente sob controle de uma aeronave. Nada mais justo então adquirir um controle que simular com perfeição o manche de um caça supersônico!


Para finalizar, talvez os mais fanáticos da era Playstation sejam os aficionados pelos jogos de luta. Tão populares eram os jogos de luta no console, de Street Fighter a Tekken, que os fãs sentiam falta daquele controle preciso e perfeitamente direcionado que estavam acostumados a jogar nos arcades. Para matar as saudades do arcade dentro de casa, era possível adquirir simuladores que imitavam o estilo clássico dos arcades dentro de casa! É só comprar, instalar e jogar muito!


Deu para ver que o console tinha acessórios para todos os gostos, não é mesmo? Realmente, o console fervia de acessórios, e as novidades apareciam todas as semanas.

Etapa 9: O Sucessor

Tudo na vida tem um fim. A era Playstation foi fantástica, incrível mesmo, e memorável, mas o mundo anseia por coisas novas. Mais tecnologia, mais capacidade, mais jogos e mais novidades. Aos poucos o Playstation foi se tornando ultrapassado. Ele já não era mais capaz de satisfazer o complicado gosto do público gamer, e a Sony percebeu isso antes que fosse tarde demais. Mantendo a expectativa de seu público fiel sempre em alta, ela logo tratou de criar um sucessor. O Playstation 2 chegaria em grande estilo ainda em 2000. Vamos conhecer melhor como foi tudo isso?

A Sony começou a desenvolver o Playstation 2 lá em 1997, mas não assumiria isso em público até 1999, quando fez seu anúncio oficial. Na época, a sexta geração já havia sido estreada pelo Dreamcast, da Sega, que era um sucesso e tanto. A Sony apenas observava o desempenho de seu maior rival, aprendia com seus erros e planejava um início arrasador. Quando a Sony começou a apresentar em público o que viria ser o protótipo do seu mais novo console, as expectativas iam às alturas. Ainda mais depois desse simples trailer técnico lançar ainda em 1999.


É muito, mas muito difícil manter um sucesso quando se está em alta. A Sony sabia que, com um console muitíssimo bem vendido, como era o Playstation, e com tantos títulos sensacionais lançados e ainda por vir, ela tinha de pensar bem antes de lançar um sucessor. Afinal, em teoria o consumidor teria de "abandonar" um console muito bem das pernas para adquirir uma promessa que podia ou não vingar. Aí, a Sony percebeu um trunfo interessante. Ela fez com que o Playstation 2 fosse totalmente retrocompatível com os jogos do console já vigente. Isso fez muito sucesso, sem sombra de dúvida. Saber que se poderia adquirir um console melhor, mais potente, com grandes jogos por vir, e que ainda por cima poderia manter a sua coleção de jogos já consolidada e continuar jogando seus jogos clássicos em uma nova plataforma era bom demais para qualquer fã de tecnologia.

Mas também não adianta contar com a enciclopédia de bons games do videogame anterior se não forem lançados novos títulos. A Sony contava com o sucesso do console anterior para convencer empresas e desenvolvedoras a produzir games para seu novo console. Sem muitas surpresas, ela conseguiu garantir diversos títulos para seu novo console. Afinal, se o Playstation ficou marcado por possui ótimos jogos em todos os setores, o seu sucessor não poderia decepcionar, não é? A Sony pretendia trazer ótimos jogos em todos os gêneros logo em seu primeiro ano de vida. E conseguiu.

A data chegava ainda mais perto. O console viria a ser oficialmente lançado em 4 de março de 2000, exclusivamente no Japão. É claro que as vendas já haviam começado vários meses antes. As vendas online e as pré-vendas em lojas de games batiam recordes e mais recordes. Quem queria comprar no dia teria de aguentar filas de quilômetros à frente das lojas, e, mesmo assim, muito raramente iria conseguir. Até porque o console não parava em qualquer prateleira. As pré-vendas foram muito acima do que a Sony esperava, então as distribuidoras não tinham sequer condições de abastecer de maneira organizada as prateleiras das lojas: quem conseguiu comprar antes, comprou; quem não conseguiu, só iria conseguir bem depois. O console era comercializado para todos os cantos, e o resultado de tanta euforia não podia ser menos do que um recorde. Nada menos do que 980.000 unidades do Playstation 2 foram vendidos em menos de 24 horas após o lançado no Japão. Quase um milhão. É pouco ou quer mais?

E o console só chegaria aos Estados Unidos em 26 de outubro de 2000, com euforia semelhante, senão maior. A partir de então, ele começou a ser comercializado em todos os cantos do mundo. Chegou à Europa em 24 de novembro, à Austrália em 30 de novembro, e a partir daí para todo o globo terrestre. Ficou mais do que claro que o console seria um sucesso no mínimo equivalente ao console anterior. A Sony só precisava relaxar e apreciar as vendas irem bem.

Os jogos que foram lançados no primeiro ano do console foram muito bem sucedidos. Tudo bem que os clássicos de verdade só começaram a ser lançados a partir de 2001, mas ainda em 2000 já havia muitos e muitos títulos à venda. Esse era o diferencial do console: a qualidade e quantidade de títulos.

A Electronic Arts mais uma vez apostou no console e esteve presente, trazendo vários títulos no primeiro ano, priorizando os esportes. Trouxe SSX, Madden NFL 2001, NHL 2001, FIFA 2001 e Swing Away Golf. A Konami trouxe jogos musicais, como Guitar Freaks 3rd Mix e DrumMania, e também trouxe Silent Scope e Gradius 3. A Namco trouxe Tekken Tag Tournament, Ridge Racer V e MotoGP. A Tecmo trouxe Dead or Alive 2: Hardcore. A Eidos Interactive trouxe TimeSplitters. A Rockstar Games trouxe Smuggler's Run, Midnight Club: Street Racing e Surfing H3O. A Activision trouxe Sky Oddyssey. A Midway trouxe Ready 2 Rumble Boxing: Round 2. A Infogrames trouxe Unreal Tournament. A Agetec trouxe Armored Core 2, Eternal Ring e Evergrace. A Sony Computer Entertainment trouxe Fantavision. A Working Designs trouxe Gungriffon Blaze. A Koei trouxe Dynasty Warriors 2. A THQ trouxe Summoner. A Square Enix trouxe Dance Summit 2001. A Acclaim trouxe Super Bust-a-Move. A Capcom trouxe Street Fighter EX3.

Outras empresas que lançaram títulos logo no primeiro ano foram a Take-Two Interactive, a Ubisoft, a Kemco, a Sunrise Interactive e a Crave. Uma excelente quantidade de empresas para um console em sua etapa de lançamento.

Quando a Sega anunciou, em 2001, que iria encerrar as atividades do Dreamcast, o seu maior concorrente, a empresa ficou mais tranquila, mas não por muito tempo. Em breve a Nintendo lançaria seu novo console, o Gamecube, e a Microsoft também, com o Xbox. Começaria uma nova fase na batalha da indústria dos games. Mas a partir daqui, já é assunto para uma nova matéria especial, porque essa se encerra por aqui.

E acabou. Finalmente, a terceira e última parte dessa matéria especial sobre o Playstation, que fiz com tanto carinho (e me tomou tanto tempo, diga-se de passagem) chegou ao fim. Espero ter sido útil todas as informações que reuni aqui para vocês, todo o trabalho de pesquisa, todo o esforço. Espero que essa matéria tenha sanado algumas dúvidas, matado algumas curiosidades e recheado o leitor de saudades daqueles saudosos tempos. Mas espere aí, porque saudosos? Eu jogo Playstation até hoje. Hoje em dia ainda é tão possível reviver toda aquela época, seja com um console mesmo, bem guardado, ou com um emulador no computador, ou baixando os jogos em um Playstation 3 ou Playstation Portable. Seja como for, o console entrou para história, e é um dos mais bem sucedidos de todos os tempos. Supremo em todos os aspectos, o Playstation merece toda a fama que ele mantém até hoje. Palavras de um Sonysta fanático e de um gamer apaixonado.

Até a próxima matéria especial! Espero que tenham gostado! Ideias, dúvidas ou sugestões? Digam o que pensam em seus comentários!

4 comentários:

  1. Cara muito obrigado por seu blog existir. Valeu mesmo! É muito legal ler seus artigos.
    O playstation fez por muito tempo parte da minha vida e de muitas pessoas, é um console sensacional. Só pelo seu blog que consegui descobrir videogames que nunca pensei ter existido, e olha que são muitos. Porém nenhum teve tanto o carinho das pessoas como o playstation, é um ótimo console, com ótimos jogos e até acessórios incríveis, eu não sabia que tinha até para pesca. Saudade do playstation. Muitos tentaram, mas não conseguiram barrar ele, quem diria que um console de 32 bits seria tão querido por nós. Eram bons tempos... Ah, voltando aos acessórios eu queria aquele ali do Ace Combat, mas deve ser um item bem, mas bem raro, e caro. Mas é isso aí, voltamos no tempo e aprendemos sobre esse querido videogame. Valeu, o blog está ótimo, obrigado pelo artigo!!

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    1. Obrigado pelos elogios!

      O Playstation talvez seja o símbolo máximo da minha infância. Foi o console que mais joguei de todos os tempos. Simplesmente adoro o console, e o considero um dos melhores videogames de todos os tempos. Excelentes jogos, boa estrutura e muito apoio de diversas empresas o levaram a esse sucesso todo. E sim, tinha muitos acessórios. Desses só cheguei a usar os mais básicos: volante, light gun e tapete de dança. Nunca nem vi os acessórios de aviação e de pesca pessoalmente, mas como eu acompanhava as revistas de games da época, ficava por dentro das novidades. Eles não deviam ser tão caros, mas era complicado achar para vender aqui no Brasil.

      O Playstation foi imbatível. O único console que fez frente a ele e acabou por acelerar sua queda foi o seu sucessor, o Playstation 2. Todos os outros nunca conseguiram fazer uma oposição à altura que durasse por muito tempo.

      Foi um prazer poder fazer essa matéria especial sobre o Playstation. Ainda bem que gostaram. Agora, estou aqui pensando em qual será o tema da próxima matéria especial!

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  2. Sensacional! Que port repleto de detalhes, li as 3 partes ,adorei. O PSOne constituiu minha infância, e tem que ser bem pretensioso para falar do console favorito, e fez muito bem seus posters! ;]

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    1. Obrigado pelos elogios, Gabriel. Volte sempre ao nosso blog!

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